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domingo, 26 de dezembro de 2010

POEMA DE PAZ

POEMA DE PAZ
Merlânio Maia

Senhor, Tua Manjedoura,
Simbolizou a humildade
Mostrou que a felicidade
Com pouco se satisfaz
Sua receita é tão simples
Basta acreditar no amor
Pra construir com valor
A consciência de Paz

Não precisa do poder
Não depende de ter cobre
Mas necessita ser nobre
E ter nobres ideais
Saber que o mal é uma sombra
Que se dissipa na luz
Pois quem assim se conduz
Já é construtor de paz

E da Manjedoura à Cruz
Teus passos nos ensinaram
E nossas almas marcaram
Com a força do Teu fulgor
Que aqueles que Te conhecem
Te pertencem de verdade
E vivem desta amizade
Forjada no puro amor

O que temer se Teu braço
Junto de nós se apresenta
E nunca jamais se ausenta
Dando-nos força tenaz
E ao seguir Teu caminho
Vivemos tanta verdade
E é tanta a felicidade,
Tanto amor e tanta paz!...

E a força do Teu exemplo
Chegando à Terra criança
Nos enche de esperança,
Nos impulsiona e faz
Que em nós o amor apareça
E nos dê felicidade
Contagiando a humanidade
Na Nova Era da Paz!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

INFÂNCIA E FELICIDADE

INFÂNCIA E FELICIDADE
Merlânio Maia

Quem no tempo de menino
Não sonhou bem acordado
Não criou o seu reinado
Não vasculhou a cidade
Não fez castelos na areia
Não desejou bater sino
Se não fez quando menino
Cresceu sem felicidade

Quem nunca fez palhaçada
E nem criou passarinhos
Filhotes inda nos ninhos
E os adestrou de verdade
Quem não corria na chuva
Quem não banhou em biqueira
E não viveu na brincadeira
Cresceu sem felicidade

Quem não fez seu próprio circo
Pintando a cara de barro
Nem fez de flandres seu carro
Dando asas à liberdade
Não viu figuras nas nuvens
Nem nunca no céu voou
Pela infância não passou
Cresceu sem felicidade

Quem nunca brincou de roda
Nem jogou bola de gude
Não viu rio, nem viu açude
Nem fugiu da tempestade
Não jogou bola na chuva
Foi vivente a vida inteira
Mas viveu sem brincadeira
Cresceu sem felicidade